36| CERCAS LIMITAM ACESSO DE CAPIVARAS AO CÂMPUS DA ESALQ

Projeto de manutenção é financiado pela Fealq

O desafio para prevenir a ocorrência da febre maculosa na Esalq começou há mais de 10 anos, depois que o primeiro caso dessa importante enfermidade foi detectado no câmpus. Uma das primeiras medidas adotadas na ocasião foi a construção de cercas para restringir a presença de capivara às Áreas de Proteção Permanente do câmpus, já que ela é o principal hospedeiro do carrapato-estrela, vetor da bactéria que causa a doença. Porém, com o tempo, a cerca foi se degradando, havendo necessidade de repará-la. A Diretoria da Esalq, então, procurou a Fealq, que financiou todo o projeto de manutenção da cerca e monitoramento para evitar a presença desses animais nas áreas utilizadas primariamente para o ensino, pesquisa e extensão.

Uma capivara pode conter mais de 2 mil carrapatos, mas felizmente nem todos carregam a bactéria. Quando o animal se movimenta, os carrapatos vão se desprendendo, caindo no solo, onde passam parte de sua vida, podendo permanecer no local por até dois anos mesmo sem se alimentar. Quando uma pessoa passa pelo local, os carrapatos podem atacá-la, causando o desconforto pela picada e, pior que isso, inoculando nela a bactéria causadora da doença.

Considera-se que a cerca, de mais de 22 quilômetros de extensão, tenha fundamental importância para manter a saúde dos usuários do câmpus. Sob coordenação de Gilberto José de Moraes, professor do Departamento de Entomologia e Acarologia e presidente da Comissão Técnica Permanente da Febre Maculosa Brasileira, o projeto de manutenção e adequação das cercas teve início com a definição da equipe de campo, a aquisição de materiais e equipamentos e os trabalhos de monitoramento e limpeza de aproximadamente 6 mil metros de cercas nessa primeira fase.

A margem esquerda do ribeirão Piracicamirim foi escolhida como área prioritária para a primeira fase da recuperação, por ser o lugar de maior circulação de pessoas, ou seja, onde cerca de 90% das atividades são realizadas. Ainda com o apoio da Fealq foram compradas câmeras para monitorar as áreas cercadas. A intenção é comprovar a eficiência desse mecanismo de contenção e promover medidas de mitigação que procurem diminuir os possíveis efeitos indesejáveis da cerca em outros animais.

Benefícios

O projeto traz inúmeros benefícios não só para alunos, docentes e funcionários, mas também para toda a comunidade que frequenta a Esalq, lugar utilizado por muitos visitantes nos momentos de lazer. 

Outras ações são realizadas para reduzir o problema da febre maculosa no câmpus. Uma delas se refere à conscientização sobre a doença, também com o apoio da Fealq na produção de materiais educativos. O objetivo é orientar a população sobre cuidados a serem tomados na visita ao câmpus, esclarecer os sintomas da doença e a necessidade de atendimento médico imediato. Os materiais são entregues aos frequentadores do local pelos alunos que colaboram com esta ação e, ainda, aos estudantes do ensino fundamental e médio. Nos últimos três anos, a Esalq não teve nenhum caso de morte por febre maculosa.

 

Veja também

01| MODERNIZAÇÃO DA TOMATICULTURA ELEVA PRODUTIVIDADE EM 40%

01| MODERNIZAÇÃO DA TOMATICULTURA ELEVA PRODUTIVIDADE EM 40%

A modernização da tomaticultura, que começou no Brasil a partir Read More
02| Força-tarefa esalqueana mudou estado da arte da borracha

02| Força-tarefa esalqueana mudou estado da arte da borracha

Departamentos da Esalq buscaram soluções para seringais Read More
03| Estudo reúne material sobre o calcário na agricultura

03| Estudo reúne material sobre o calcário na agricultura

Fealq editou publicação com 5 volumes nos anos 80 Read More
04| Tecnologias agrozootécnicas contribuem com indústrias

04| Tecnologias agrozootécnicas contribuem com indústrias

Fealq apoia e ajuda a divulgar conhecimentos técnicos Read More
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
©2018 FEALQ. Desenvolvido por Agência Multípla