33| Fealq viabiliza concessão de 6.443 bolsas de estudo

Além de facilitadora, Fundação também financia cursos

A concessão de bolsas de estudo para a graduação não significa apenas um repasse de recursos, mas sim uma formação educacional, um aditivo profissional e a preparação para o mercado de trabalho. Sem contar que é, para muitos estudantes, o único meio de realizar um sonho. Em 36 anos, a Fealq forneceu 6.443 bolsas com recursos próprios ou de projetos de pesquisa. O número corresponde ao período que vai de dezembro de 1979 a dezembro de 2015.

O financiamento de cursos completos para estudantes de baixa renda é uma das importantes atuações da Fealq na área social. Dos 246 bolsistas cadastrados de janeiro a junho de 2016, 21 recebem o benefício diretamente da Fundação, sem qualquer vínculo com projetos de pesquisa. 

As bolsas de estudo têm um papel que ultrapassa a questão social, já que, além de permitirem que um aluno ocupe os bancos da universidade, viabilizam projetos. Afinal, os bolsistas não são meros receptores de recursos, mas trabalhadores atuantes em pesquisas. Bom para o estudante, que ganha uma oportunidade incomparável, e bom para a ciência, que recebe um aprendiz e um reforço em seu desenvolvimento.

Exemplo dessa importância é a carreira do engenheiro agrônomo Shiro Miyasaka, eminente pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), responsável pela adaptação da soja para as condições do Brasil e companheiro de trabalho de Romeu Kill, atual nome de destaque em pesquisa de soja no país. 

Em um período em que não era comum a concessão de bolsas, Miyasaka foi estudante bolsista.  Aluno brilhante, tornou-se pesquisador. Capaz e dedicado voltou-se para os estudos sobre soja.  Hoje, se o Brasil produz 100 milhões de toneladas de soja, Miyasaka tem grande participação, ressalta o professor Antonio Roque Dechen.

A trajetória estudantil de Miyasaka foi inspiração para outras iniciativas. Empresas e pessoas físicas se deram conta da importância do estímulo aos estudantes por meio de recursos. Nesse sentido, o engenheiro agrônomo Alexandre Von Pritzelwitz, contemporâneo de Miyasaka na graduação, e que viria a doar a Fazenda Figueira para a Fealq com o objetivo de estimular o ensino, a pesquisa e a extensão na área de Ciências Agrárias, procurou o professor Vidal Pedroso de Faria, então diretor da Fealq, e manifestou seu desejo de propiciar a estudantes o auxílio necessário para esse objetivo. Assim, Pritzelwitz doou à Fealq cinco apartamentos em Londrina (PR) com a condição de que os recursos do aluguel fossem transformados em bolsas de estudo, subsídio garantido até hoje.

A Fundação tem participação direta e indireta na concessão de bolsas de graduação, pós-graduação ou de iniciação científica, e ultrapassa a área das Ciências Agrárias, concedendo o benefício para alunos matriculados em várias instituições, visando apoiar atividades de pesquisa, ensino e extensão em diferentes áreas de conhecimento. O resultado tem sido positivo. Muitos ex-bolsistas tornaram-se professores ou grandes pesquisadores, o que só reforça a importância da ação solidária e indispensável que se tornou parte da missão da Fealq.

 

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