29| Revista de Agricultura completa 90 anos sem interrupção

Fealq assumiu a produção da Revista em 2007

O ano era 1926. Tudo era desfavorável. Não havia dinheiro e não se podia contar com um corpo efetivo de colaboradores que pudessem garantir a continuidade de uma publicação científica. Mas o empenho e a dedicação dos professores Nicolau Athanassof, Octávio Domingues e Salvador de Toledo Piza Júnior eram grandes. Então, eles superaram todas as dificuldades (que não foram poucas!) e fundaram a Revista de Agricultura, que completa 90 anos sem interrupção . 

Destinada à difusão das Ciências Agrárias, sempre manteve três edições ao ano, com muitos artigos reunidos. Tudo, a princípio, com recursos dos próprios docentes. O português da primeira edição revela a época em que foi publicada. A publicidade, no início permitida, também contextualiza o período e revela a necessidade de apoio financeiro.

Com o tempo, a Revista passou a ser procurada por pesquisadores para divulgar o resultado de suas constatações. Cada artigo que chegava era encaminhado para especialistas e, se aprovado, seguia para revisão gramatical ou tradução. Todo o trabalho dos docentes sempre foi totalmente voluntário.

Foram muitas as modificações por que passou, inclusive em sua direção. Os professores Carlos Teixeira Mendes e Phillippe Westin Cabral de Vasconcellos já integravam o quadro de diretores, além dos três fundadores, quando, em 1939, a Revista de Agricultura publicou um dos maiores volumes. Com 574 páginas no total, incluía um longo artigo de 108 páginas, “A Murcha do Algodoeiro”, do engenheiro agrônomo Ahmés Pinto Viégas, do Instituto Agronômico de Campinas, que tinha nada menos que 595 referências bibliográficas. 

Com o falecimento de seus fundadores, outros professores assumiram a responsabilidade de dar continuidade ao periódico. Fato raro entre as publicações científicas, a Revista foi publicada sem interrupção. Em 1971, quando sua sobrevivência se viu ameaçada, os editores conseguiram angariar recursos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e, posteriormente, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da Fundação Cargill.

O auxílio foi fundamental, mas não duradouro e em 2007, as instituições de pesquisa estavam cortando verba das publicações. Em face da nova ameaça de extinção, a direção da Fealq passou a responder pela Revista de Agricultura, fato registrado em ata e que garantiu sua permanência.

E se não fosse a Fealq

Sem a intervenção da Fealq, a Revista teria sido extinta. O periódico, que já remeteu exemplares para várias regiões do país e também para países europeus, tais como Portugal, Itália, França, Bélgica e Inglaterra, além dos Estados Unidos e de países da África, só se mantém graças à Fundação e à dedicação de seus editores e colaboradores. 

Atualmente conta com dois editores-chefes, um editor adjunto e 15 editores associados. E sua indexação se estende por 18 periódicos internacionais, além do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos. Sem dúvida, uma grande conquista.

 

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