18| PROJETO EM PARCERIA COM A NASA ESTUDA ÁRVORES DA AMAZÔNIA

Fealq facilita trâmites na relação com organismos internacionais

Uma das facilidades que a Fealq promove é estabelecer parcerias com organismos internacionais, já que conhece os trâmites e pode gerenciar os recursos. Contar com esse apoio da Fundação simplificou a vida acadêmica do professor Plínio Barbosa de Camargo, que realizou projetos com vários parceiros no exterior, entre eles, a Nasa, que buscava compreender a absorção do carbono em florestas tropicais. O projeto foi desenvolvido durante 12 anos na Amazônia por pesquisadores do Cena e de universidades estrangeiras.
A parceria começou em 2000 quando a Nasa e o CNPq propuseram a realização de um grande programa, com 25 projetos, para estudar a Floresta Amazônica. O objetivo principal era verificar se as árvores absorviam mais carbono por estarem na atmosfera de uma floresta tropical. Cada pesquisador brasileiro se uniu a parceiros americanos com os quais já havia trabalhado para desenvolver a pesquisa.
O projeto do professor Plínio Camargo era sobre datação de árvores por meio do 14C, elemento radioativo que permite datar objetos antigos. A proposta era descobrir a idade das árvores de grandes diâmetros, já que o que havia até então era apenas uma estimativa. O estudo foi realizado em Manaus (AM), Santarém (PA), Belém (PA) e Rio Branco (AC).
A pesquisa do passado permitiu saber se as árvores de climas tropicais podem durar tanto quanto em outros locais do planeta, como as sequoias no norte da Califórnia, que chegam a atingir 3 mil anos. Acreditava-se que as que ficam em clima tropical tinham uma decomposição muita rápida. A surpresa do artigo é que foram encontradas árvores de até 800 anos, uma novidade para a Amazônia.
Saber a idade delas também permite à engenharia florestal adequar a metodologia de corte na Amazônia, ajustando o manejo florestal. Outro benefício foi diagnosticar a absorção do 14C também nessas árvores de grande porte. Só no projeto de Camargo, a Nasa investiu cerca de US$ 1,5 milhão, liberados ao longo dos anos. A Fealq gerenciou parte da verba que auxiliou as atividades de campo e também permitiu que muitos estudantes tivessem bolsa de estudo e pudessem ser inseridos na experiência de vivenciar a ciência.
Além disso, vários equipamentos importantes foram adquiridos durante o projeto, entre eles, um cromatógrafo gasoso que mede a quantidade dos gases do efeito estufa, como o CO2, metano e óxidos de nitrogênio. Alguns chegaram a custar US$ 40 mil. Muitos deles ficaram para os laboratórios do Cena e da Esalq. Além de Camargo, outros docentes tiveram recursos da Nasa gerenciados pela Fundação.
Outras parcerias
Outros projetos foram desenvolvidos por docentes da Esalq em parceria com organismos internacionais, até mesmo antes do contato com a Nasa. Camargo trabalhou com Susan Trumbore, pesquisadora de Irvine, na Califórnia, para aplicação do 14C em solos, em 1992. Onze anos depois, um projeto realizado em parceria com a Universidade do Arizona foi concentrado em aferir a taxa de fotossíntese a partir da análise das folhas das árvores. A pesquisa resultou em um importante artigo publicado na revista Science. As duas pesquisas tiveram o apoio da Fealq nos bastidores.

 

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