14| CONVÊNIO COM FUNDALÇÃO AMERICANA DOA COMPUTADOR A AGRICULTORES

Fealq gerenciou verba em dólar de programa

Década de 1980. A Esalq assina um convênio com a Fundação W.K. Kellogg dos Estados Unidos e a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), com o objetivo de implantar um programa de uso de microcomputador na agricultura.  O investimento foi de US$ 256,3 mil – Cz$ 3,5 milhões na época. A notícia foi destaque em vários jornais, entre eles a Folha de S. Paulo.
O projeto piloto envolvia a Casa da Agricultura de Piracicaba e um grupo de produtores rurais da região. Um dos objetivos era desenvolver softwares específicos que possibilitassem aos extensionistas auxiliar esses produtores rurais em problemas relacionados com orçamentos e produção, controle de custos de ração e adubo, manejo de rebanhos e até mesmo nas análises contábeis e financeiras. A expectativa era de que o microcomputador contribuísse para o aumento da eficiência no uso dos recursos na propriedade rural. Nessa época, o processamento de dados era realizado em computadores de grande porte, localizados apenas nas universidades, órgãos governamentais e grandes empresas.
A doação dos equipamentos e a capacitação dos extensionistas na utilização dos novos softwares contribuíram para a modernização do trabalho da Casa da Agricultura de Piracicaba. A informatização de dados como cadastramento de produtores rurais, relatórios, orçamentos e outros documentos aumentou a produtividade do trabalho administrativo, liberando os extensionistas para ações mais ligadas à assistência técnica aos agricultores.
Na época, para cumprir os objetivos do projeto, foi realizada uma avaliação dos programas existentes no mercado e desenvolvidos novos softwares, os quais foram divulgados ao público e colocados à disposição dos produtores rurais tanto na Casa da Agricultura de Piracicaba como na Esalq. Conforme previsto no convênio foram também realizados seminários e encontros para divulgar os resultados do projeto e de seus benefícios, buscando torná-lo modelo para os demais estados.
O projeto foi coordenado pelos professores José Ferreira de Noronha e Zilda Paes de Barros Mattos, na época vinculados ao Departamento de Economia e Sociologia Rural, e também teve o acompanhamento da engenheira agrônoma Marly Teresinha Pereira, chefe da Casa da Agricultura de Piracicaba, especialista em extensão rural. Professores e alunos de vários departamentos da Esalq e pesquisadores de outras instituições de pesquisa do país nas áreas da agronomia também colaboraram com a execução do projeto, que teve duração de três anos. Sem dúvida, trata-se de um marco importante na modernização da agricultura e da extensão rural no país.

 

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