06| Manejo da doença dos citros evita devastação de pomares

Fitopatologia teve recursos gerenciados pela Fealq

Uma população de plantas totalmente contaminada. E sem cura. Esse foi o diagnóstico para uma plantação de citros em Araraquara na década de 2000. O Huanglongbing/HLB, também conhecido como Greening, é a mais destrutiva doença dos citros no Brasil. Uma medida de controle era urgente na ocasião. A Esalq foi acionada e após se debruçar em pesquisas conjuntas, especialmente com o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), propôs um sistema de controle e manejo da doença que conseguiu controlar sua disseminação e evitar que outros pomares fossem devastados.
Identificado pela primeira vez na China no século XIX, o HLB é causado por uma bactéria transmitida por um inseto, e só chegou ao Brasil no século XXI. Os primeiros registros no país ocorreram na região central do Estado de São Paulo. O trabalho realizado pelos docentes do Departamento de Fitopatologia e Nematologia e pesquisadores do Fundecitrus, sob coordenação do professor Armando Bergamin Filho, ganhou destaque por sua importância para o agronegócio nacional e internacional.
Esse é apenas um exemplo da relevância das pesquisas realizadas pelo departamento após a aquisição de equipamentos específicos, adquiridos depois que o professor Bergamin Filho conseguiu o apoio da comunidade econômica europeia para seus projetos. O investimento viabilizaria a compra de mais de uma dezena de câmaras de crescimento, com temperatura e umidade controladas, além de microscópios sofisticados e outros aparelhos. A aquisição só foi concluída devido à intermediação da Fealq.
Embora existissem muitas pesquisas anteriormente, o surgimento da Fealq possibilitou maior captação de recurso externo. Os professores elaboravam projetos e buscavam financiamentos com mais segurança porque sabiam que o gerenciamento da verba investida garantiria as condições para que os estudos fossem realizados.
Os últimos financiamentos foram da Fapesp e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O investimento foi de mais de R$ 2 milhões. Além da pesquisa sobre a doença dos citros, o departamento tem outros projetos importantes, como o que aborda a epidemiologia molecular e manejo do begomovirus e crinivirus em tomateiro.
Extensão
Na Fitopatologia, o estudo ocorre, na maioria das vezes, em situações de campo, o que possibilita um contato direto com produtores e empresas. A pesquisa é feita em conjunto com a Clínica Fitopatológica Dr. Hiroshi Kimati, que analisa a planta em laboratório. A atuação do departamento é feita com foco no controle e manejo de doenças em plantações.
Quem colhe os frutos da pesquisa é o produtor, que consegue lidar adequadamente com as doenças que aparecem e, com isso, garante a sanidade de suas produções, mantendo a viabilidade econômica. No caso dos citros, o benefício é tão direto e intenso que se não fosse o manejo adequado, identificado através das pesquisas, o produtor estaria fora do mercado. Já no caso das doenças menos agressivas, quando o produtor tem um lucro maior consegue baratear o custo do produto, o que traz reflexos, indiretamente, para o consumidor final.

 

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